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Músculo Tiroaritenoideo E Som Basal: Uma Revisão De Literatura

Carla Aparecida Cielo, Vanessa Santos Elias, Débora Meurer Brum, Fernanda Vargas Ferreira

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O trabalho do fonoaudiólogo utiliza-se de exercícios vocais como o som basal (SB), que se origina da grande atividade contrátil do músculo laríngeo intrínseco tiroaritenoideo (TA). O objetivo deste estudo foi revisar a literatura relacionada ao TA e ao SB. Realizou-se levantamento bibliográfico dos últimos 20 anos sobre o assunto nas bases de dados LILACS, SciELO, PubMed, Web of Science e Google Scholar. Verificou-se que o feixe interno do TA apresenta fibras de contração lenta, isotônicas, resistentes à fadiga; o feixe externo apresenta fibras de contração rápida, fatigáveis, isométricas. O SB caracteriza-se pela percepção dos pulsos de vibração glótica durante a emissão nas frequências mais graves da tessitura vocal (crepitação em graves ou vocal fry), principalmente pela ação do TA, especialmente sua porção interna, que se encurta de forma evidente, soltando a mucosa em grande volume ao longo da borda livre, aumentando a pressão subglótica e os níveis de jitter, shimmer e ruído, e reduzindo o fluxo aéreo. Com base na literatura, a exercitação isométrica do TA externo ocorreria com o SB sustentado na frequência mais grave possível ao sujeito (contração máxima), durante seis segundos, de cinco a dez vezes diárias, compatível com o predomínio de fibras de contração rápida. Na exercitação isotônica do TA interno, utilizar-se-iam sons agudos para estirá-lo, alternando emissões em SB (contração concêntrica) e em registro modal de cabeça ou em falsete (sons hiperagudos) (contração excêntrica), com várias séries diárias de oito a 12 repetições, compatível com o predomínio de fibras de contração lenta.